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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Vigiai no Senhor


Filhos, ninguém sobre a Terra nunca se vigiará o bastante, nos arrastamentos a que o mal o conclame a cada instante.
Quando o homem se julga fortalecido o suficiente e dispensado de se manter alerta contra as tentações, é que, para ele, há perigo de queda.
Quem se reconhece fragilizado e não descura da vigilância sobre si dificilmente cai.
Os que se consideram auto-suficientes, desprezando os pontos de apoio que lhes garantiu o equilíbrio até aonde chegaram, estão na iminência de se precipitarem no abismo de mais amargas desventuras.
O exercício da humildade, com o reconhecimento sincero da própria insignificância, impede que o homem se entregue ao fascínio de si mesmo e se imunize do assédio da obsessão.
Paulo, o Apóstolo dos Gentios, escreveu inspiradamente em uma de suas cartas que, quando se supunha forte, é que verdadeiramente se revelava frágil...
O mal possui raízes profundas na alma dos homens, difíceis de serem extirpadas de modo a que não mais se vitalizem.
Qualquer inclinação infeliz carece de ser vigiada, como o cancerologista vigia o tumor em suas metastases.
Ninguém deve permitir-se oportunidades para que a sua tendência negativa se manifeste; ninguém faça incursões sobre o terreno que, no mundo de si mesmo, não conheça palmo a palmo...
O trabalho, sem dúvida, é o mais seguro abrigo para quem esteja com o propósito de refugiar-se, temendo mais a si que aos outros.
Filhos, a vitória definitiva sobre os vossos vícios e costumes degradantes não será alcançada, sem que vos disponhais a derramar muitas lágrimas na resistência pacífica e voluntária ao mal em vós mesmos.
A semente não medra em gleba que não lhe seja propícia.
Vigiai os vossos pensamentos, os vossos olhos, os vossos ouvidos, as vossas mãos...
Vigiai no Senhor para que o Senhor vos vigie!



(Página extraída do livro "A Coragem da Fé", Drº Bezerra de Menezes, psicografia Carlos A. Baccelli, Casa Editora Espírita Pierre Paul Didier. )

O orgulho

DISSERTAÇÃO MORAL DITADA POR SÃO LUÍS À SENHORITA HERMANCE DUFAUX
(19 e 26 de janeiro de 1858.)


Um orgulhoso possuía alguns hectares de boa terra; estava vaidoso com as pesadas espigas
que cobriam o seu campo, e não abaixava senão um olhar de desdém sobre o campo estéril
do humilde. Este se levantava ao canto do galo, e passava o dia todo curvado sobre o solo
ingrato; recolhia pacientemente as pedras, e ia jogá-las à beira do caminho; revolvia
profundamente a terra e extirpava, penosamente, os espinheiros que a cobriam. Ora, seus
suores fecundaram seu campo e resultou em puro frumento.
No entanto, o joio crescia no campo do soberbo e sufocava o trigo, enquanto o senhor ia se
glorificar da sua fecundidade, e olhava com um olhar de piedade os esforços silenciosos do
humilde.
Eu vos digo, em verdade, o orgulho é semelhante ao joio que sufoca o bom grão. Aquele
dentre vós que se crê mais do que seu irmão, e que se glorifica de si, é insensato; mas é
sábio esse que trabalha em si mesmo, como o humilde em seu campo, sem tirar vaidade da
sua obra.

Houve um homem rico e poderoso que detinha o favor do príncipe; habitava palácios, e
numerosos servidores se apressavam sobre os seus passos a fim de prevenirem os seus
desejos.
Um dia em que suas matilhas forçavam o cervo nas profundezas de uma floresta, percebeu
um pobre lenhador que caminhava penosamente sob um fardo de lenha; chama-o e lhe diz:
- Vil escravo! por que passas em teu caminho sem te inclinares diante de mim? Eu sou igual
ao soberano, minha voz decide nos conselhos da paz ou da guerra, e os grandes do reino se
curvam diante de mim. Sabe que sou sábio entre os sábios, poderoso entre os poderosos,
grande entre os grandes, e a minha elevação é a obra das minhas, mãos.
- Senhor! respondeu o pobre homem, temi que minha humilde saudação fosse uma ofensa
para vós. Sou pobre e não tenho senão os meus braços por todo o bem, mas não desejo as
vossas enganosas grandezas. Durmo o meu sono, e não temo, como vós, que o prazer do
soberano me faça cair em minha obscuridade. Ora, o príncipe se cansou do orgulho do
soberbo; os grandes humilhados se reergueram sobre ele, que foi precipitado do auge do seu
poder, como a folha seca que o vento varre do cume de uma montanha; mas o humilde
continua pacificamente seu rude trabalho, sem preocupação com o futuro.

Soberbo, humilha-te, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó!
Escuta! Nasceste onde a sorte te colocou; saíste do seio de tua mãe fraco e nu como o último
dos homens. De onde vem, pois, que eleves tua fronte mais alta do que teus semelhantes, tu
que nasceste, como eles, para a dor e para a morte?
Escuta! Tuas riquezas e tuas grandezas, vaidades do nada, escaparão das tuas mãos quando
o grande dia chegar, como as águas inconstantes das torrentes que o sol seca. Não
carregarás de tua riqueza senão as tábuas do teu caixão, e os títulos gravados sobre a tua
pedra tumular serão palavras vazias de sentido.
Escuta! O cão do coveiro brincará com os teus ossos, e eles serão misturados com os ossos
do mendigo, e o teu pó se confundirá com o dele, porque um dia vós ambos não sereis senão
pó. Então amaldiçoarás os dons que recebeste vendo o mendigo revestido com a sua glória, e
chorarás o teu orgulho.
Humilha-te, soberbo, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó.
Por que, São Luís, nos falas em parábolas? - R. O espírito humano ama o mistério; a lição se
grava melhor no coração, quando procurada.
- Pareceria que, hoje, a instrução deva ser dada de um modo mais direto, e sem que haja
necessidade da alegoria? - R. Encontrá-la-eis no desenvolvimento. Desejo ser lido, e a moral
tem necessidade de estar disfarçada sob o atrativo do prazer.

(texto extraído da Revista Espírita de maio de 1858.)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Humildade e caridade


“No final de nossas vidas não seremos julgados pelos muitos diplomas que recebemos, por quanto dinheiro fizemos ou por quantas grandes coisas realizamos. Seremos julgados pelo ‘Eu tive fome e você me deu de comer. Estava nú, e você me vestiu. Eu não tinha casa e você me abrigou’.” ’”
Madre Teresa de Calcutá.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sevindo, Vencerás

Se o momento é de crise,
Não te perturbes, segue...
Serve e ora, esperando
Que suceda o melhor.
Queixas, gritos e mágoas
São golpes em ti mesmo.
Silencia e abençoa,
A verdade tem voz.
Paciência constante
Atrai a luz do Céu.
Acalma-te, servindo
E vencerás com Deus.
Emmanuel
(Médium: Francisco Candido Xavier. Livro "Busca e Acharás" - Ed. Ideal)