quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Em torno da profissão

A sua profissão é privilégio e aprendizado.
Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.
O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante à árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.
Toda tarefa corretamente exercida é degrau de promoção.
Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.
Se você busca melhorar-se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.
O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir.
Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume.
Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empeços na própria estrada para o sucesso.
Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.

André Luiz.
(Extraído do livro "Sinal Verde", psicografia de Francisco Cândido Xavier)

Comércio e Intercâmbio

O Comércio é também uma escola de fraternidade. Realmente, carecemos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.
Diante de balconistas fatigados ou irritadiços, reflitamos nas provações que, indubitavelmente, os constrange nas retaguardas da família ou do lar, sem negar-lhes consideração e carinho.
A pessoa que se revela mal-humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.
Abrir caminho, à força de encontrões, não é só deselegância, mas igualmente lastimável descortesia.
Dar passagem aos outros, em primeiro lugar, seja no elevador ou no coletivo, é uma forma de expressar entendimento e bondade humana.
Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares, é obrigação.
Evitar anedotário chulo ou depreciativo, reconhecendo-se que as palavras criam imagens e as imagens patrocinam ações.
Zombaria ou irritação complicam situações sem resolver os problemas.
Quando se sinta no dever de reclamar, não faça de seu verbo instrumento de agressão.
O erro ou o engano dos outros talvez fossem nossos se estivéssemos nas circunstâncias dos outros.
Afabilidade é caridade no trato pessoal.

André Luiz.
(Extraído do livro "Sinal Verde", psicografia de Francisco Cândido Xavier)

Amando

Em todas as nossas ações, por mais simples que elas sejam, habituemo-nos, antes, a pensar na caridade, a virtude humilde e silenciosa, que não alardeia e que não é vaidosa. Caridade é amor, e quem ama, ama e ama sempre.
Quem ama não alimenta melindre,
não julga, não impõe, não oprime.

Quem ama esta sempre alegre:
ama trabalha e serve.

Quem ama jamais se amofina:
ama, sorri, ilumina.

Quem ama não se aborrece:
amando, auxilia, esclarece.

Quem ama vigia atento,
não reclama e, para tudo, acha tempo.

As flores do campo,
quem ama as aprecia,
e, com as palavras de amor,
cura, renova, alivia.

O canto dos pássaros,
quem ama ouve e se enternece.
E por tudo na vida
a Deus agradece.

Quem ama, ama e ama,
na alegria, no sofrimento e na dor.
Tem maior entendimento da vida
e sabe que Deus é amor.

Que o amor do Cristo de Deus
vos abençoe com sua terna suavidade,
instruindo-vos na doçura, na paciência e na bondade.

Irmã Scheilla
(Extraído do livro "Fragrâncias do Amor", psicografia de Emmanuel Alves Moreno)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A História de Valéria, por Chico Xavier


Neste vídeo Chico Xavier conta a emocionante história de Valéria.
Vale a pena assistir e refletir!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Prosseguindo


"Prossigo para o alvo..." Paulo (Filipenses, 3:14)


 
Encontras o semblante amargo da solidão no momento em que as circunstâncias te compelem a deixar o conhecido.
Supõe que a construção de toda a existência desaba sobre ti mesmo, como se a ausência da moldura familiar te rasgasse o quadro da própria alma.
Corações amigos, atrídos por outras sendas, abandonaram-te os ideais; pessoas queridas deixaram-te a sós; aposentaram-te a distância do trabalho de muitos anos, ou a morte, de passagem, ceifou o sorriso dos companheiros que te eram caros...
Sentes, por vezes, que estás deixando para trás tudo o que te parece mais valioso, entretanto, não mais é verdade.
Basta jornadeies corajosamente adiante e, buscando expressar-te em novas formas, reconhecerás que o amor e o trabalho são mais belos em teu carinho.
Compreenderás, então, que podes adicionar novas parcelas de alegria à felicidade dos que mais amas e que podes servir com mais entendimento às aspirações que te inspiram a marcha.
Se a vida te apresenta a fisionomia triste da solidão, recorda a própria imortalidade e não te detenhas.
O menino deixa a infância para entrar na mocidade, o jovem deixa a mocidade para entrar na madureza, o adulto deixa a madureza para entrar na senectude e o ancião deixa a extrema velhice para entrar no mundo espiritual, não como quem perde os valores adquiridos, mas sim prosseguindo para o alvo que as Leis de Deus nos assinalam a cada um...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Oração no Lar

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor Jesus falou com bondade:
Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O Apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
Mestre, naturalmente escolhe os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?
Certamente, Senhor - redarguiu o pescador, intrigado - modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-Se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
Assim também é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum.
Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe?
A paz no mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?
Se não nos habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o eterno pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão.
Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento.
* * *
Costumamos empreender bastante tempo na organização e limpeza domésticas.
Uma casa limpa, arrumada, cheirosa, é um bom lugar para se viver, certamente.
Porém, o que temos feito em relação ao seu asseio moral?
Deixamos acumular o lixo dos pensamentos e palavras negativos por seus cômodos?
Permitimos o acúmulo do pó da maledicência sobre nossas cabeças?
A limpeza moral, espiritual de um lar, só pode ser realizada mediante troca das impurezas por fluidos novos, de amor, de alegria e fraternidade.
A oração e o Evangelho no lar ajudam muito nesse processo de eliminação das impurezas mentais.
Assim, recordemos que manter a casa limpa não é apenas cuidar da limpeza física diária. Manter a casa limpa é também manter a harmonia dos pensamentos e relações de seus habitantes.

(Redação do Momento Espírita com base no cap. 1, do livro Jesus no lar, pelo Espírito Néio Lucio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O companheiro dos anjos



Quando Benjamim Paixão atingiu as bodas de prata com a filosofia consoladora dos Espíritos, experimentou indizível amargura.

Vinte e cinco anos de casamento com o Espiritismo Cristão e ainda se reconhecia impossibilitado de partilhar-lhe os serviços.

Em seu modo de ver, fora defrontado, em toda a parte, pela imcompreensão, pelo desengano e pela discórdia.

Jamais pudera firmar-se em agrupamento algum.

Em razão disso, nessa noite, ao invés de procurar o clube, segundo o velho hábito, dirigiu-se a certa instiyição, em que pontificavam à boa vontade e a dedicação de melásio, venerando guia espiritual.

Depois da prece de abertura dos trabalhos e quando o abnegado amigo inveisível passou a comandar a assembléia, por intermédio de uma senhora, Benjamim exclamou em voz súplice:

- Melásio, a data de hoje assinala o vigésimo quinto aniversário de meu ingresso na Doutrina. Prestimoso irmão, oriente-me, ensine-me! Onde encontrarei a comunidade que se afine comigo?Onde estão aqueles com os quais devo realizar a tarefa que me cabe?

A entidade benevolente meditou alguns minutos e acentuou, sem qualquer sinal de reprimenda:

- Vinte e cinco anos no Espiritismo Evangélico, sem trabalho definido, é condição muito grave para a alma.

E modificando o tom da voz observou!

- Benjamim, alguns passos além de seu lar, há um templo de caridade...

Paixão interceptou-lhe a palavra e clamou:

- Já sei. É um posto avançado de personalismo em dissidências constantes. Entre os que ali ensinam e aprendem, não se sabe qual o pior.

O guia refletiu, por instantes, e obtemperou:

- Dentre seus amigos você tem o Pereira, que vem trabalhando, com valor, a benefício dum orfanato...

O interlocutor aparteou irreverente:

- Ah! Pereira! nunca vi homem mais agarrado ao dinheiro. É avarento sórdido.

Melásio não se deu por aborrecido e aventou:

- Nãosei se já entrou em contato com os serviços de Dona Soledade, a estimada médium da pobreza. Reside justamente no caminho de sua repartição...

Benjamim fixou um gesto de enfado e desabafou:

- Dona soledade mata a paciência de qualquer um. É mulher despótica e arbitrária. Não possso entender a sua referência.

O benfeitor silenciou, por momentos, e voltou a dizer:

- O irmão carvalho, seu vizinho, organizou interessantes atividades de cura para obsediados.

Quem sabe...

Paixão contudo, alegou, irônico:

- O Carvalho é homem de moral duvidosa. É mesmo incrível não se saiba, na vida espiritual, que ele possui mais de uma família.

O guia porém, considerou com a mesma calma:

- A senhora Silva, não longe de sua residência, vem protegendo os velhos de um asilo e ...

- Aquela dama é um poço de vaidade - atacou-lhe Benjamim, intempestivo - ,entrincheirou-se dentro do próprio "eu" e não aceita a cooperação de ninguém.

O tolerante amigo ponderou então:

- Em seu trabalho você conhece o Ladeira, que mantém valioso culto doméstico do Evangelho, junto ao qual muitos doentes encontram alívio...

- O Ladeira? - gritou Paixão, sarcástico. - Aquilo é a petulância em pessoa. Absorveu o Espiritismo todo. A Doutrina é ele só.

Com invejável bondade, o condutor da reunião interrogou cristãmente:

- Conhece você as sessões do Soares, em seu bairro?

- Há muito tempo - redarguiu, azedamente, o descortês visitante. - Soares é um espertalhão. Quando os guias da casa não aparecem, dispõe-se a substituí-los, sem qualquer escrúpulo. Vive de infindáveis trapaças, morando num palácio, à custa da ingenuidade alheia.

Nesse ponto do diálogo, Melásio entrou em profundo silêncio, e, não se acreditando vencido na argumantação, Benjamim voltou a pedir em voz enternecedora:

- dedicado amigo, ajude-me! Preciso trabalhar e progredir na obra da verdade e do bem. Não me negue as diretrizes necessárias!...

O benfeitor, contudo, embora se mostrase sorridente, respondeu com inflexão e energia:

- Paixão, ofereci a você sete sugestões de trabalho que foram recusadas. Segundo os ensinamentos de que dispomos, o remédio se destina ao doente e o socorro àqueles que o reclamam pela posição de ignorância ou sofrimento. O espiritismo solicita o esforço e o concurso dos homens de boa vontade e de entendimento fraternal que se amparam uns aos outros; entretanto, ao que me parece você é o companheiro dos anjos e os anjos, meu amigo, estão muito distanciados de nós. É provável possamos colaborar no roteiro de ação para seu espírito, contudo, é mais razoável que você nos procure quando tiver duas asas.


(Extraído do Livro "Contos e Apólogos", ditado pelo Espírito de Irmão X a Francisco Cândido Xavier. 1967)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Você é importante


Inútil, você?
Como acreditar que Deus tenha criado algo sem utilidade?
Se até o grão de areia cumpre nobre missão, seria você, "criado à imagem e semelhança do Pai", a dizer-se sem valor?
A semente é berço de muitas vidas.
A gota d'agua, para o sedento, é mais valiosa que uma pérola.
Como as abelhas trabalhariam no fabrico do mel sem o pólen das flores?
Arreda esse pensamento sombrio que lhe paralisa as forças criativas.
Você é muito importante no contexto da criação.
Deus conta com você no melhoramento do mundo.
Se não precisasse da sua presença, Ele não o teria criado.
Segue para diante de cabeça erguida, realizando o melhor.

Albino Teixeira.
(Psicografado por Carlos Baccelli.)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Nicholas Winton - parte 1

Assista a reportagem que mostra o exemplo de Nicholas Winton, que salvou mais de 600 crianças do holocausto.

video

(Reportagem do Fantástico, Rede Globo.2007)

Nicholas Winton - parte 2

Assista a continuação da reportagem que mostra o exemplo de Nicholas Winton, que salvou mais de 600 crianças do holocausto.

video

(Reportagem do fantástico, Rede Globo.)

terça-feira, 31 de março de 2009

A ficha

João Mateus, distinto pregador do Evangelho na seara espírita, na noite em que atingiu meio século de idade no corpo físico, depois de orar enternecidamentecom os amigos, foi deitar-se. Sonhou que alcançava as portas da Vida Espiritual, e, deslumbrado com a leveza de que se via possuído, intentava alçar-se para melhor desfrutar a excelsitude do Paraíso, quando um funcionário da Passagem celeste se aproximou, a lembrar-lhe, solícito:

- João, para evitar qualquer surpresa desagradável no avanço, convém uma vista d'olhos em sua ficha...
E o viajante recebeu primoroso documento, em cuja face leu, espantadiço:
João Mateus.
  • Renascimento na Terra em 1904.
  • Berço manso.
  • Pais carinhosos e amigos.
  • Inteligencia preciosa.
  • Cérebro claro.
  • Instrução digna.
  • Bons livros.
  • Juventude folgada.
  • Boa saúde.
  • Invejável noção de conforto.
  • Sono calmo.
  • Excelente apetite.
  • Seguro abrigo domético.
  • Constante proteção espiritual.
  • Nunca sofreu acidentes de importância.
  • Aos 20 anos empregou-se no comércio.
  • Casou-se aos 25 anos, em regime de escravização da mulher.
  • Católico romano até os 26.
  • Presenciou, sem maior atenção, 672 missas.
  • Aos 27 de idade, transferiu-se para as fileiras espíritas.
  • Compareceu a 2195 sessões de Espiritismo, sob a invocação de Jesus.
  • Realizou 1602 palestras e pregações doutrinárias.
  • Escreve cartas e páginas comoventes.
  • Notável narrador.
  • Polemista cauteloso.
  • Quatro filhos.
  • Boa mesa em casa.
  • Não encontra tempo para auxiliar os filhos na procura do Cristo.
  • Efetuou 106 viagens de repouso e distração.
  • Grande intolerancia para com os vizinhos.
  • Refratário a qualquer mudança de hábitos para a prestação de serviço aos outros.
  • Nunca percebe se ofende o próximo através da sua conduta, mas revla extrema suscetibilidade ante a conduta alheia.
  • Relaciona-se tão somente com amigos do mesmo nível.
  • Sofre horror às complicações da vida social, embora destaqueincessante o imperativo da fraternidade entre os homens.
  • Sabe defender-se com esmero em qualquer problema difícil.
  • Além dos recursos naturais que lhe renderam respeitável posição e expressivo reconforto domético, sob constante amparo de Jesus, através de multiplos mensageiros, conserva bens imóveis no valor de R$ 600.000,00 e guarda em conta de lucro particular a importância de
  • R$ 302.000,00.
  • Para jesus, que o procurou na pessoa de mendigos, de necessitados e doentes, deu durante toda a vida 90 centavos.
  • Para cooperar no apostolado do Cristo, já ofereceu 12 reais em obras de assistência social.
  • Débito...
Quando ia ler o item referente às próprias dívidas, fortemente impressionado, João acordou.
Era manhãzinha...
à noite, bem humorado, reuniu-se aos companheiros, relatando-lhes a ocorrência.
Estava transformado, dizia. O soho modificara-lhe o modo de pensar. Consagrar-se-ia doravante a trabalho mais vivo no movimento espírita.
Pretendia renovar-se por dentro, reuniria agora palavra e ação.
Para isso, achava-se disposto a colaborar substancialmente na construção de um lar destinado à recuperação de crianças desabrigadas que , desde muito, desejava socorer.
A experiência daquela noite inesquecívelera, decerto, um aviso precioso. E, sorridente, despediu-se dos irmãos de ideal, solicitando-lhes novo reencontro para o dia seguinte. Esperava assentar as bases da obra que se propunha levar a efeito.
Contudo, na noite imediata, quando os amigos lhe bateram à porta, vitimado por um acidente das coronárias, joão Mateus estava morto.

(Extraído do livro "Contos e Apólogos", ditado pelo espírito de Irmão X a Francisco Cândido Xavier. FEB, 2ª edição, 1967.)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Decálogo do bom ânimo


1 - Dificuldades? Não perca tempo, lamuriando. Trabalhe.


2 - Críticas? Nunca aborrecer-se com elas. Aproveite-as no que mostrem de útil.


3 - Incompreensões? Não busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. Facilite o caminho.


4 - Intrigas? Não lhes estenda a sombra. Faça alguma luz com o óleo da caridade.


5 - Perseguições? Jamais revidá-las. Perdoe esquecendo.


6 - Calúnias? Nunca enfurecer-se contra as arremetidas do mal. Sirva sempre.


7 - Tristezas? Afaste-se de qualquer disposição ao desânimo. Ore abraçando os próprios deveres.


8 - Desilusões? Por que debitar aos outros a conta de nossos erros? Caminhe para frente, dando ao mundo e à vida o melhor ao seu alcance.


9 - Doenças? Evite a irritação e a inconformidade. Raciocine nos benefícios que os sofrimentos do corpo passageiro trazem à alma eterna.


10 - Fracassos? Não acredite em derrotas. Lembre-se de que, pela bênção de Deus, você está agora em seu melhor tempo - o tempo de hoje -, no qual você pode sorrir e recomeçar, renovar e servir, em meio de recursos imensos.


André Luiz.


(Página extraída do livro "Coragem", psicografia de Francisco Cândido Xavier. Editora CEC)


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

E já é Ano Novo, outra vez


Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...

É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano.

Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia.

Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos?

Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados.

Ano Novo deve ter um significado especial.

Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.

Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.

Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.

Sair mais com as crianças. não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.

Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.

Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.

Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.

Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?

Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.

Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário!

Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.

Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.

E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.

Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.

Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.

Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.

Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.

Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.

Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.

Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.

Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!

(Redação do Momento Espírita, 29/12/2008. http://www.momento.com.br/)

Vigiai no Senhor


Filhos, ninguém sobre a Terra nunca se vigiará o bastante, nos arrastamentos a que o mal o conclame a cada instante.
Quando o homem se julga fortalecido o suficiente e dispensado de se manter alerta contra as tentações, é que, para ele, há perigo de queda.
Quem se reconhece fragilizado e não descura da vigilância sobre si dificilmente cai.
Os que se consideram auto-suficientes, desprezando os pontos de apoio que lhes garantiu o equilíbrio até aonde chegaram, estão na iminência de se precipitarem no abismo de mais amargas desventuras.
O exercício da humildade, com o reconhecimento sincero da própria insignificância, impede que o homem se entregue ao fascínio de si mesmo e se imunize do assédio da obsessão.
Paulo, o Apóstolo dos Gentios, escreveu inspiradamente em uma de suas cartas que, quando se supunha forte, é que verdadeiramente se revelava frágil...
O mal possui raízes profundas na alma dos homens, difíceis de serem extirpadas de modo a que não mais se vitalizem.
Qualquer inclinação infeliz carece de ser vigiada, como o cancerologista vigia o tumor em suas metastases.
Ninguém deve permitir-se oportunidades para que a sua tendência negativa se manifeste; ninguém faça incursões sobre o terreno que, no mundo de si mesmo, não conheça palmo a palmo...
O trabalho, sem dúvida, é o mais seguro abrigo para quem esteja com o propósito de refugiar-se, temendo mais a si que aos outros.
Filhos, a vitória definitiva sobre os vossos vícios e costumes degradantes não será alcançada, sem que vos disponhais a derramar muitas lágrimas na resistência pacífica e voluntária ao mal em vós mesmos.
A semente não medra em gleba que não lhe seja propícia.
Vigiai os vossos pensamentos, os vossos olhos, os vossos ouvidos, as vossas mãos...
Vigiai no Senhor para que o Senhor vos vigie!



(Página extraída do livro "A Coragem da Fé", Drº Bezerra de Menezes, psicografia Carlos A. Baccelli, Casa Editora Espírita Pierre Paul Didier. )

A preguiça

Dissertação moral ditada por São Luís à senhorita Hermance Dufaux
(5 de maio de 1858)


Um homem saiu de madrugada e foi para a praça pública para ajustar trabalhadores. Ora, ele
viu dois homens do povo que estavam sentados de braços cruzados. Foi a um deles e o
abordou dizendo: "Que fazes tu aqui?" e este tendo respondido: "Não tenho trabalho", aquele
que procurava trabalhadores lhe disse: "Tome tua enxada, e vá para o meu campo, sobre a
vertente da colina, onde sopra o vento sul; cortarás a urze e revólveres o solo até que a noite
chegue; a tarefa é rude, mas terás um bom salário." E o homem do povo carregou a enxada
sobre os ombros, agradecendo-lho em seu coração.
O outro trabalhador, tendo ouvido isso, se ergueu do seu lugar e se aproximou dizendo:
"Senhor, deixai-me também ir trabalhar em vosso campo;" e o senhor tendo dito a ambos
para segui-lo, caminhou adiante para lhes mostrar o caminho. Depois, quando chegaram à
beira da colina, dividiu a obra em duas partes e se foi dali.
Depois que partiu, o último dos trabalhadores que havia contratado, primeiramente pôs fogo
nas urzes do lote que lhe coube em partilha, e trabalhou a terra com o ferro de sua enxada.
O suor jorrou do seu rosto sob o ardor do sol. O outro o imitou primeiro murmurando, mas se
cansou cedo do seu trabalho, e cravando sua enxada sob o sol, sentou-se perto, olhando seu
companheiro trabalhar.
Ora, o senhor do campo veio perto da noite, e examinou a obra realizada, e tendo chamado a
ele o obreiro diligente, cumprimentou-o dizendo: "Trabalhaste bem; eis teu salário," e lhe
deu uma peça de prata, despedindo-o. O outro trabalhador se aproximou também e reclamou
o preço de sua jornada; mas o senhor lhe disse: "Mau trabalhador, meu pão não acalmará
tua fome, porque deixaste inculta a parte de meu campo que te havia confiado;" não é justo
que aquele que nada fez seja recompensado como aquele que trabalhou bem; e o mandou
embora sem nada lhe dar.

Eu vos digo, a força não foi dada ao homem, e a inteligência ao seu espírito, para que
consuma seus dias na ociosidade, mas para que seja útil aos seus semelhantes. Ora, aquele
cujas mãos sejam desocupadas e o espírito ocioso será punido, e deverá recomeçar sua
tarefa.
Eu vos digo, em verdade, sua vida será lançada de lado como uma coisa que não foi boa em
nada, quando seu tempo se tiver cumprido; compreendei isto por uma comparação. Qual
A preguiça dentre vós, se há em vosso pomar uma árvore que não produz bons frutos, não dirá ao seu servidor cortai essa árvore e lançai-a ao fogo, porque seus ramos são estéreis. Ora, do
mesmo modo que essa árvore será cortada por sua esterilidade, a vida do preguiçoso será
posta de lado porque terá sido estéril em boas obras.

(Texto extraído da Revista Espírita, junho de 1858)

O orgulho

DISSERTAÇÃO MORAL DITADA POR SÃO LUÍS À SENHORITA HERMANCE DUFAUX
(19 e 26 de janeiro de 1858.)


Um orgulhoso possuía alguns hectares de boa terra; estava vaidoso com as pesadas espigas
que cobriam o seu campo, e não abaixava senão um olhar de desdém sobre o campo estéril
do humilde. Este se levantava ao canto do galo, e passava o dia todo curvado sobre o solo
ingrato; recolhia pacientemente as pedras, e ia jogá-las à beira do caminho; revolvia
profundamente a terra e extirpava, penosamente, os espinheiros que a cobriam. Ora, seus
suores fecundaram seu campo e resultou em puro frumento.
No entanto, o joio crescia no campo do soberbo e sufocava o trigo, enquanto o senhor ia se
glorificar da sua fecundidade, e olhava com um olhar de piedade os esforços silenciosos do
humilde.
Eu vos digo, em verdade, o orgulho é semelhante ao joio que sufoca o bom grão. Aquele
dentre vós que se crê mais do que seu irmão, e que se glorifica de si, é insensato; mas é
sábio esse que trabalha em si mesmo, como o humilde em seu campo, sem tirar vaidade da
sua obra.

Houve um homem rico e poderoso que detinha o favor do príncipe; habitava palácios, e
numerosos servidores se apressavam sobre os seus passos a fim de prevenirem os seus
desejos.
Um dia em que suas matilhas forçavam o cervo nas profundezas de uma floresta, percebeu
um pobre lenhador que caminhava penosamente sob um fardo de lenha; chama-o e lhe diz:
- Vil escravo! por que passas em teu caminho sem te inclinares diante de mim? Eu sou igual
ao soberano, minha voz decide nos conselhos da paz ou da guerra, e os grandes do reino se
curvam diante de mim. Sabe que sou sábio entre os sábios, poderoso entre os poderosos,
grande entre os grandes, e a minha elevação é a obra das minhas, mãos.
- Senhor! respondeu o pobre homem, temi que minha humilde saudação fosse uma ofensa
para vós. Sou pobre e não tenho senão os meus braços por todo o bem, mas não desejo as
vossas enganosas grandezas. Durmo o meu sono, e não temo, como vós, que o prazer do
soberano me faça cair em minha obscuridade. Ora, o príncipe se cansou do orgulho do
soberbo; os grandes humilhados se reergueram sobre ele, que foi precipitado do auge do seu
poder, como a folha seca que o vento varre do cume de uma montanha; mas o humilde
continua pacificamente seu rude trabalho, sem preocupação com o futuro.

Soberbo, humilha-te, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó!
Escuta! Nasceste onde a sorte te colocou; saíste do seio de tua mãe fraco e nu como o último
dos homens. De onde vem, pois, que eleves tua fronte mais alta do que teus semelhantes, tu
que nasceste, como eles, para a dor e para a morte?
Escuta! Tuas riquezas e tuas grandezas, vaidades do nada, escaparão das tuas mãos quando
o grande dia chegar, como as águas inconstantes das torrentes que o sol seca. Não
carregarás de tua riqueza senão as tábuas do teu caixão, e os títulos gravados sobre a tua
pedra tumular serão palavras vazias de sentido.
Escuta! O cão do coveiro brincará com os teus ossos, e eles serão misturados com os ossos
do mendigo, e o teu pó se confundirá com o dele, porque um dia vós ambos não sereis senão
pó. Então amaldiçoarás os dons que recebeste vendo o mendigo revestido com a sua glória, e
chorarás o teu orgulho.
Humilha-te, soberbo, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó.
Por que, São Luís, nos falas em parábolas? - R. O espírito humano ama o mistério; a lição se
grava melhor no coração, quando procurada.
- Pareceria que, hoje, a instrução deva ser dada de um modo mais direto, e sem que haja
necessidade da alegoria? - R. Encontrá-la-eis no desenvolvimento. Desejo ser lido, e a moral
tem necessidade de estar disfarçada sob o atrativo do prazer.

(texto extraído da Revista Espírita de maio de 1858.)

Ajuda Sempre

Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.
Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.
No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.
Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.
Não adote a incerteza, perante as situações dificeis. Enfrente-as com a consciência limpa. Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.
Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.
Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante. Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.
é sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Aniversário de Jesus



Você anda pelas ruas e as cores lhe falam do Natal. Dourado, verde, vermelho. São bolas coloridas, laços vistosos de fitas, arranjos maravilhosamente dispostos nas vitrinas das lojas.
As luzes iluminam as fachadas das casas e transformam as alamedas em estradas de sol, em plena noite.
Tudo traduz alegria. Os apelos comerciais falam de presentes e de ofertas. É a época que antecede o Natal.
As preocupações giram em torno da compra de presentes.
As inquietações maiores têm a ver com o que dar aos afetos, aos amigos, conhecidos e clientes.
É uma época especial. O próprio ar parece envolto em suave aroma, tornando-se mais leve. Na acústica da alma, as baladas melodiosas da paz se apresentam em concerto.
É, sim, o Natal que chega de novo. Você já parou para pensar por que existe o Natal?
Em meio a tantas coisas a providenciar, você se deu conta o que irá comemorar?
Não esqueça que Natal é o aniversário de Jesus. Não se esqueça de Lhe preparar uma festa especial.
Uma festa que requer só um pouco de tempo e disposição. Uma festa que se faz na intimidade da alma e que se traduz na alegria que você propicia a alguém, em nome Dele, o aniversariante.
Por isso, quando passar pela rua, carregando pacotes, olhe ao seu redor. Descubra nas esquinas, na frente das vitrinas iluminadas, vários pares de olhos infantis ansiosos.
Eles também sonham, com a única diferença que quase nunca os sonhos deles se realizam.
Descubra nesses olhares perdidos nas terras dos sonhos, os desejos e ansiedades e aproxime-se.
Fale com eles. Converse. Ouça-os. É possível que você não disponha de recursos para lhes concretizar os anseios, mas fale com eles, em nome de Jesus.
Sorria, pergunte pela família, demonstre interesse. Alongue o braço. Esboce um gesto de carinho. É Natal.
Lembre ainda que, enquanto você anda de um lado para o outro, entrando e saindo das lojas, consultando preços e catálogos, existem muitos que se encontram imobilizados em leitos de enfermidade e solidão.
Busque-os também. Visite-os, em nome Dele, do Divino Amor que um dia caminhou pelas vias terrenas e que ainda hoje, prossegue, meigo e doce, nas vielas do mundo, procurando alguém como você.
Alguém que disponha de uns minutos, que O ouça e O interprete para outro alguém com um tempinho, um carinho, um simples olá. Especialmente porque esta é a época do Natal.
* * *
Não perca o tesouro das horas nem a oportunidade de socorrer ao próximo.
Você pode, ainda hoje, estender o agasalho a quem a noite pede perdão por ser longa e fria. Pode aliviar o suplício dos companheiros que a doença consome ou dizer a frase calmante para os que quase enlouquecem no sofrimento.
Se você se dispuser a isso, sentirá que verdadeiramente está vivendo o espírito do Natal, e iluminará a sua vida de amor, transformando os seus dias em um perene dia de Natal.


(Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do cap. 25 do livro O espírito da verdade, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.Em 08.12.2008.)


Alegria

Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão da areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face rizonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

Meimei
(Página extraída do livro "Ideal Espírita", psicografia de Francisco Cândido Xavier. Edição CEC)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Caos da Emoção

Cólera - caos da emoção.
Aviso de calamidade iminente.
Ingrediente envenenado no alimento da vida.
Aniquila o entendimento.
Expulsa a simpatia.
Desarticula as forças edificantes.
Destroi a fraternidade.
Além disso, prova a total ausência de defesa, entremostrando o patente regresso aos estados primitivos da evolução.
Onde surge é o dardo de violência.
Como surge é o problema da invigilância.
Quando surge é, freqüentemente, o anúncio da enfermidade e a vizinhança da morte.
Se a luta evoca essa fera da retaguarda na intimidade de sua alma, courace o pensamento na oração, procurando o equilíbrio.
Somente a harmonia pode instalar você na defensiva, para acertar mais e errar menos.
Peça amparo aos Espíritos Benfeitores contra os ataques desse monstro magnético.
Ele é como o fogo. Para alastrar-se e destruir por um incêndio, basta apenas fagulha.
Serenidade - eis o verdadeiro caminho.

Valérium.
(Do livro "Ideal Espírita", psicografia de Francisco Cândido Xavier, Ed. Comunhão Espírita Cristã. 2005)

Pais e Filhos em Conflito


Pais e filhos em conflito. É possível contes com eles na equipe familiar. Sofres por vê-los em contradição com tuas idéias ou enlaçando experiências inquietantes e negativas. Entretanto, é imperioso te ilumines de paz e compreensão, a fim de entendê-los. Dá-lhes a palavra emoldurada de paciência e de amor, para que a tua voz se faça ouvida, e abençoa-os ainda mesmo quando te não aceitem o modo de pensar ou de ser.

Quase sempre, na Terra, os sentimentos que nos agridem, naqueles que se nos associam à existência física, são a colheita das plantações de ordem moral que levamos a efeito nas leiras afetivas do pretérito, a nos pedirem reajuste e renovação. E as chamadas complicações edipianas outra cousa não representam senão os laços obscuros que entretecemos, ao enlear almas queridas no nosso carro sentimental - laços esses que passam a reclamar-nos o preciso desfazimento, para que a mútua libertação nos felicite.

O filho excessivamente vinculado ao coração materno, com manifesta dificuldade para ser ele próprio, na maioria das ocasiões é aquele mesmo companheiro que a genitora jungiu à própria senda, em épocas recuadas, a suplicar-lhe agora o apoio necessário, a fim de exonerar-se das algemas psicológicas que o prendem à insegurança. E a filha imensamente ligada ao espírito paternal, em sérios obstáculos para se desvencilhar da autoridade, habitualmente é a mesma companheira que ele acorrentou ao próprio destino em experiências transatas, a implorar-lhe hoje o auxílio indispensável, a fim de se desembaraçar do egoísmo com que se lhe enviscou à influência, em nome do amor.

Quantos choques e quantos atritos, até que se estabeleçam as concessões recíprocas, através de varios ajustes cármicos em que uns e outros se vejam emancipados das condições obsessivas em que se interligaram!

Se trazes contigo esse ou aquele filho em conflito ou se te encontras à frente de pais difíceis, nunca te irrites nem condenes. Ama-os quais se mostram e ora por eles, louvando-lhes a presença e respeitando-lhes as decisões, na certeza de que Deus, cuja infinita bondade tem zelado por nós, cuidará também deles. E de que nem eles nem nós fomos criados para o cativeiro afetivo, mas sim para sermos responsáveis e livres, de modo a trabalharmos conscientemente no aprimoramento da vida, ante a sublimação do amor imortal.


Emamnuel

(Do livro "Chico Xavier Pede Licença", psicografia de Francisco Cândido Xavier, Ed. Geem)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Na experiência atual


A evoluçao é a transição do ser da condição de escravo à condição de senhor do próprio destino.

Almas milenarmente necessitadas, somos agora discípulos do bem. E ainda no estágio da experiência atual, por vezes, inconscientes e distraídos, se aprendemos, fazemos segredos do que sabemos; se ganhamos, erguemos o monopólio do que temos; se nos emocionamos, disfarçamos o que sentimos em prejuízo dos semelhantes.

Por isso, freqüentemente, nossos espiritos, cegos - não vêem as bençãos da Providência; surdos - não olvem as vozes que cascateiam da Altura; mudos - não confessam as próprias faltas.

Cumpre-nos considerar, entretanto, que ninguém adita um milímetro de imperfeição perene à obra Imperecível de Deus, da qual participamos inevitavelmente, desde que fomos criados, porquanto, toda manifestação impura tem duração de um átimo, à frente da Eternidade.

Desse modo, não te amofines quanto às condições difíceis em que te encontras, na romagem terrestre, sejam elas quais forem.

Se a Lei concede o corpo conforme o espírito, não olvides que as melhores posições, perante o mundo, são aquelas que nos oferecem as inibições físicas, as dificuldades de nascimento, as heranças fisiológicas de amargo teor, as lutas e obstáculos icessantes, as adversidades e provações sucessivas, pois somente no circulo dessas desvantagens aparentes é que superamos os nossos antigos defeitos morais e nos candidatamos às estâncias Resplandecentes da Vida Maior.

Estuda as tuas facilidades do momento que passa. Quase sempre a obsessão entra na vida humana de braços dados com elas...

Se trazes a consciência arpoada pelo remorso, não te entregues inerme ao aguilhão com que te prende a cabeça. Busca refazer o destino, ajudando os outros, hora após hora, sem te esqueceres de que o sorriso é o idioma internacional, o gemido também o é...

E auxiliando, age com presteza, de vez que o remédio que chega atrasado, torna-se fraco para combater a doença que já progrediu...

Auscultemos intuitivamente o báratro do pretérito, no pélago de nós mesmos, pois a culpa, em forma de tentação, se nos imiscui no presente, até o resgate final dos próprios débitos, contudo ainda, assim, arrima-te no trabalho e asserena-te na esperança, porque, mesmo nas mais densas trevas, ninguém vive órfão da Solidariedade Divina.


Lameira de Andrade.

(Página do livro "Ideal Espírita", psicografia de Francisco Cândido Xavier. Editora Comunhão Espírita Cristã. Uberaba MG, 2005)

Aprenda a viver o momento presente


A nossa paz mental é determinada, em grande parte, por nossa capacidade de viver o momento presente. Independente do que aconteceu ontem ou no ano passado, ou que possa nos acontecer amanhã, o momento presente é onde você está - sempre!
Sem dúvida, muitos de nós aprendemos a arte neurótica de perder nossas vidas nos preocupando com uma variedade de coisas - tudo ao mesmo tempo. Deixamos os problemas passados e as preocupações futuras dominarem nossos momentos presentes, e, com isso, acabamos ansiosos, frustrados, deprimidos e desesperançados. Por outro lado, adiamos, igualmente, nossa satisfação, nossas prioridades estabelecidas e nossa felicidade, muitas vezes nos convencendo de que "algum dia" será melhor do que hoje. Infelizmente, a mesma dinâmica mental que nos diz para olhar para o futuro se repetirá infinitamente para garantir quer este "algum dia" nunca aconteça. John Lennon certa vez disse: "A vida é algo que acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos". Quando estamos ocupados fazendo "outros planos", nossas crianças estão ocupadas crescendo, as pessoas que amamos estão se mudando e morrendo, nossos corpos estão ficando fora de forma, nossos sonhos se evanescendo. Em resumo, estamos aproveitando mal a vida.
Muitas pessoas vivem como se a vida fosse um ensaio de figurino para alguma festa posterior. Não é. Na verdade, ninguém pode ter garantias que ele ou ela estarão aqui amanhã. Agora é o único momento que podemos controlar. Quando nossa atenção está voltada para o momento presente, apagamos o medo de nossas mentes. Medo é a preocupação que temos com relação a eventos que poderão acontecer no futuro - não teremos dineiro suficiente, nossos filhos enfrentarão dificuldades, ficaremos velhos e morreremos, seja o que for.
Para combater o medo, a melhor estratégia é aprender a atrair a nossa atenção para o presente. Mark Twain disse: "Passei por coisas terríveis em minha vida, e algumas delas de fato ocorreram". Acho que não saberia dizer melhor do que ele. Pratique concentar sua atenção no presente. seus esforços renderão dividendos.


(transcrito do livro "Não faça tempestade em copo d'água", Richard Carlson, Ph.D)

domingo, 6 de julho de 2008

Reflexão


Ao rezar um Pai-Nosso, meditemos atentamente sobre cada palavra que se pronuncia nessa oração.
Sim, porque as orações precisam ser acima de tudo sentidas e não só repetidas mecanicamente, sem se perceber o sentido profundo do que se está dizendo. A nossa oração deve sair sempre do coração, como uma conversa com o Criador; nessa conversa agradecemos as dádivas recebidas e, se necessitarmos, pedimos alguma coisa, mas sempre subordinando esse pedido à Sua vontade, pois Ele sabe o que é melhor para nós.

Aldina Rocha

(Página extraída do livro "Vozes Interiores". Aldina Rocha. Curitiba, Pr. Quality Editora Gráfica Ltda, 1989)

Amor - Oração - Fé


O AMOR, a ORAÇÃO e a FÉ, representam a trilogia da felicidade.
Eu não acredito na casa onde não existam estes três fatores. O coração da criatura humana que não tenha isso, não tem possibilidade de ajudar, e se dentre os espíritas existir ainda alguém vivendo longe desta trilogia, trate de imediato de se preocupar com ela.
O homem da atualidade preocupa-se em ter cadeiras anatômicas, em produzir e distribuir muito, em enriquecer, em criar uma tecnologia avançada, enquanto o índice de religião, de fé e de espiritualidade parece que continua diminuindo, mas diminuindo por quê?
Veja-se o número de criaturas voltadas para os tóxicos.
Sendo médico, eu reconheço o problema dos grandes dinamismos humanos, como o processo demografico tomando conta do homem, a interferência das classes sociais e o problema das lutas entre essas classes.
Reconheço a força do dinamismo, da inovação e o que esta tem operado na medicina, no campo das artes, da tecnologia, das ciências e das letras de um modo geral.
Reconheço o problema da dominação das lideranças.
Sei o que representa a força da religião como liderança e ainda a força da liderança das próprias funções ecológicas.
Sabendo disso, é que eu digo:
"a criatura humana que tiver plantado dentro de si o AMOR, a ORAÇÃO e a FÉ, nada deverá temer, pois estará protegida por dentro e por fora, e terá pontos de apoio para tudo que der e vier!"
E todo aquele que estiver equipado com esses recursos, não receiará os perigos das tempestades e dos vendavais da Vida, pois se estes vierem, ele saberá se levantar e recomeçar tudo de novo.
Tendo, pois, forças e sabendo recomeçar e reconstruir sempre e a cada momento que passa, isso dirá do grau de evangelização dessa pessoa.
No entanto, se a criatura humana, a cada momento que passa vai marcando a sua vida com queixas e negativismos tais como: queimou minha casa! Perdi meu filho! Tive prejuízos! Estou sofrendo! Aconteceu isso... aconteceu aquilo, - coisas que realmente constituem os grandes eventos negativos das pessoas - evidentemente que essa criatura não está espiritualizada.
Espiritualizado há de ser aquele que marca a sua vida num contexto positivo e a partir do momento em que sempre ele tem forças para recomeçar, não existindo para tanto, nem idade cronológica nem idade mental; o que existe é uma idade espiritual e é quando ele sabe dizer conscientemente:
"eu sou forte para recomeçar, arregaçar as mangas e começar hoje mesmo, nem que durma no chão e um caixote seja a minha mesinha de cabeceira."
Aquele que tiver forças para fazer isso e mais que isso, estará evangelizado porque o AMOR, a ORAÇÃO e a FÉ conduzem a sua VIDA!


Drº. Leocádio José Corrêa.

(Página extraída do livro "Mensagens de Amor 2", Drº. Leocádio José Corrêa pelo médium Maury Rodrigues da Cruz. Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas - SBEE. Curitiba,Pr. 1977)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Perfil de Jesus


video

(Redação do Momento Espírita, a partir do cap. 25, do livro "Perfis da vida", do Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep. www.momento.com)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Coma

O que se passa com os espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e até mesmo anos, em estado vegetativo (coma)?
Emmanuel -
Seu estado será de acordo com sua situação mental. Há casos em que o espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores espirituais. São Pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação.
Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédio do perispírito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres que os precederam na passagem para a Vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos.


(Do livro "Plantão de Respostas", Francisco Cândido Xavier.)

Doação de órgãos

O que a Doutrina Espírita pode falar a respeito de doação de órgãos, sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer em até 24 horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos transplantes? O Espiritismo é contra ou a favor dos transplantes?
Emmanuel - O benefício daqueles que necessitam consiste numa das maiores recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a doação de órgãos.Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados.

(Do livro "Plantão de Respostas", Francisco Cândido Xavier.)


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Humildade e caridade


“No final de nossas vidas não seremos julgados pelos muitos diplomas que recebemos, por quanto dinheiro fizemos ou por quantas grandes coisas realizamos. Seremos julgados pelo ‘Eu tive fome e você me deu de comer. Estava nú, e você me vestiu. Eu não tinha casa e você me abrigou’.” ’”
Madre Teresa de Calcutá.

Em favor de você

Trabalhe sempre, mas não fuja ao serviço que você já iniciou.
Ajude a todos, mas não se esqueça dos deveres imediatos.
Sofra resignado, mas não faça ninguém sofrer.
Exalte o perdão, mas olvide o ressentimento.
Auxilie a quem errou, mas não esmiuce o erro do próximo.
Procure acertar, mas não desculpe a própria irreflexão.
Busque o êxito, mas regozije-se com a vitória dos outros.
Troque idéias, mas não censure aquilo que você não entende.
Estude o que puder, mas não recuse aplicar a lição nobre.
Assuma compromisso, mas não deixe ninguém a esperar por você.
Escreva aos amigos, mas não exija resposta.
Guarde eficiência, mas não viva apressado.
Use o dinheiro, mas não abuse.
Cultive a bondade, mas crie a própria disciplina para o serviço do bem.

André Luiz
(Do livro "Ideal Espírita", psicografia de Francisco Cândido Xavier, Comunhão Espírita Cristã, 2005)

O espantalho

O astuto comandante de entidades das trevas reuniu a pequena expedição de companheiros que voltavam da esfera física, onde haviam ido em combate aos espíritas, e lhes tomava contas.
_Eu, _ dizia um dos perseguidores, sarcasticos, _torturei a cabeça de fervoroso pregador de Kardec, impedindo-lhe o acesso à tribuna por mais de dois meses.
_Ótimo! _ falou o chefe _entretanto, isso terá trazido muitos benfeitores ao socorro preciso.
_Eu, _ chacoteou um deles _consegui provocar a queda de uma criança anulando o concurso de operosa médium passista por duas semanas.
_Excelente! _ concordou o diretor das sombras _más não resolve porque muita gente do plano superior terá vindo...
Outros relacionaram atividades inferiores diversas sem que o mentor cruel demonstrasse encantamento maior.
Um deles informou, porém:
_Eu encontrei um grupo de espíritas convictos e devotados, mas passei a frequentar o pensamento, dizendo-lhes que eles eram imperfeitos, imperfeitos e imperfeitos, até que todos acreditaram não valer mesmo nada... Então aí todos cruzaram os braços e começaram a dormir em abatimento e desânimo.
O tenebroso dirigente deu enorme gargalhada e recomendou a turma sombria a levantar, com urgência, em cada sementaeira do Espiritismo, o espantalho da imperfeição...

Hilário Silva.
(Do livro "Ideal Espírita", psicografia de Francisco Cândido Xavier, Comunhão Espírita Cristã, 2005)

Lição

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.



(Mensagem atribuida a Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Confie

Você jamais está abandonado!
Absolutamente!
O Pai não abandona ninguém.
Ele veste de plumas multicoloridas as pequeninas aves, enfeita de beleza e perfume as flores
e não deixa morrer de fome nem os insetos nem os pequeninos vermes.
Esteja certo: não cai um fio de cabelo de sua cabeça, sem que Ele o permita.
Confie no Pai!
Você jamais está abandonado!

Carlos Torres Pastorino
(Página extraída do livro "Minutos de Sabedoria", Carlos Torres Pastorino, Editora Vozes)

Ante a lição

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em
tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as
luzes que recebes.
Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da
alma, não lhe percebe as notas divinas.
Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se
não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na
claridade bendita daquela.
Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de
retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das
novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição
ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da
leviandade.
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o
ferrolho à janela para que o sol nos visite.
Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá
com as suas graças.
O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te
digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."
Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.
Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à
nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.
Emmanuel.
(Página extraída do livro "Fonte Viva", psicografia de Francisco Cândido Xavier, FEB)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Apredizado de amor


Dá do que tens e do que és, a benefício dos outros.
Se os outros não te compreendem, auxilia-os, mesmo assim.
Se te perseguem ou caluniam, continua fazendo o melhor em benefícios deles.
Se te repelem, prossegue no esforço de ampará-los como puderes.
É assim que o amor começa e onde o amor se faz presente aí está Deus.
E onde Deus está nada falta, para que sejas feliz.


Emmanuel

(Médium Francisco Cândido Xavier)

Erros

Se você cometeu um erro, admita-o claramente.
Não fuja aos resultados.
Suporte com humildade os remoques da crítica.
Não acredite que você possa, de imediato, sanar a brecha em torno de seu nome.
Entretanto, não se ponha a chorar, inutilmente, porque esse não é o seu primeiro erro e nem será o ultimo.
Levanta a cabeça e recomece.
Demonstre sinceridade no reajuste.
Inicie a tarefa das boas ações, na escala que lhe seja possível, distribuindo parcelas de você e de sua influência, a quantos você possa ser útil, porque toda vibração de agradecimento funciona por material de reparação.
Trabalhe, ajudando sempre, na certeza de que o trabalho honesto, com o tempo, dissolve toda mágua e apaga toda censura.
Más não torne a incidir no mesmo erro, porquanto, quem sabe, de antemão, a falta que comete, em verdade não se encontra na armadilha do erro e, sim, está manejando conscientemente a armadilha do mal.

André Luiz
(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Alegria

Alegria como experiência de religiosidade é um valor que não tem preço. Essa sensação da alma, mais do que qualquer coisa, contagia e abranda o coração dos homens.

A maioria das pessoas tem uma visão distorcida da alegria, pois a confunde com festas frívolas e divertimentos que provocam sensações intensas, risos exagerados; enfim, satisfações puramente emocionais.
Aliás, não há nada de errado em ser jovial, bem humorado, festivo e risonho. Sentir as emoções terrenas inclui-se entre as prerrogativas que o Criador destinou a suas criaturas. Vivenciar a normalidade das sensações humanas é um processo natural estabelecido pela Mente Celestial.
Talvez as religiões fundamentalistas tenham mesclado as idéias contidas nas palavras alegria e tentação. Na realidade, o Mestre ensinava a seus seguidores que vivessem com alegria. “Eu vos digo isso para que a minha alegria esteja em vós”, diz Jesus, “e vossa alegria seja plena” ¹.
A verdadeira alegria está associada à entrega total da criatura nas mãos da Divindade, ou mesmo à aceitação de que a Inteligência Celestial a tudo provê e socorre.
È a confiança integral em que tudo está justo e certo e a convicção ilimitada nos desígnios infalíveis da Providencia Divina.
A palavra aleluia tem origem no hebreu “hallelu-ya” e significa “louvai com júbilo o Senhor”. Tem sido usada como cântico de alegria ou de ação de graças pela liturgia de muitas religiões a fim de glorificar a Deus. A designação “sábado de aleluia”, utilizada pela Igreja Católica, tem como fundamento a exaltação à alegria, visto que nesse dia se comemora o reaparecimento de Jesus Cristo depois da crucificação.
Viver em estado de alegria é estar plenamente sintonizado com nossa paternidade divina, através das mensagens silenciosas e sábias que a Vida nos endereça.
A “entrega a Deus” é a base de toda a felicidade. No entanto o problema reside em algumas religiões que recomendam a “entrega” não a Deus, mas a mandatários ou representantes “divinos”, ou mesmo a congregações doutrinarias que impõem obediência e subordinação a seus diretores.
Condutas semelhantes acontecem em seitas ou em grupos dissidentes de uma religião, em que há uma entrega incondicional dos adeptos ao líder religioso e que resulta, inicialmente, numa suposta sensação de alegria e satisfação.
Na realidade, quando existe subordinação na nossa “entrega a Deus”, ela não pode ser considerada real, pois, mais cedo ou mais tarde, a criatura vai notar que está encarcerada intimamente e que lhe falta a verdadeira comunhão com o Criador.
Viver em “estado de graça” ou em “comunhão com Deus” é estar perfeitamente harmonizados com nossa natureza espiritual. É a alegria de repetir com Jesus Cristo: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”².
A felicidade é um trabalho interior que quase nunca depende de forças externas. Deus representa a base da alegria de viver, pois a felicidade provém da habilidade de percebermos as “verdadeiras intenções” da ação divina que habita em nós e do discernimento de que tudo o que existe no Universo tem sua razão de ser.
O homem carrega na sua consciência a lei de Deus ³, afirmam os Espíritos Superiores a Allan Kardec. “Alei natural é a lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem. Ela lhe indica o que deve fazer e o que não deve fazer, e ele não é infeliz senão quando se afasta dela” ¹¹.
Alegria como experiência de religiosidade é um valor que não tem preço. Essa sensação da alma, mais do que qualquer outra coisa, contagia e abranda o coração dos homens.
“Ninguém fica feliz por decreto”; sente imensa satisfação apenas quem está iluminado pela chama celeste. Rejubila-se realmente aquele que se identificou com a Divindade e descobriu que “a lei natural é a lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem”.
A alegria espontânea realça a beleza e a naturalidade dos comportamentos humanos. Cultivar o reino espiritual em nós facilita-nos a aprendizagem de que a alegria real não é determinada por fatos ou forças externas, mas se encontra no silencio da própria alma, onde a inspiração divina vibra incessantemente.
¹ João, 15:11
² João, 14:11
³ Questão 621 de "O Livro dos Espíritos"
¹¹ Questão 614 de "O Livro dos Espíritos"

(Página extraída do livro "Os Prazeres da Alma", pelo espírito Hammed, psicografia de Francisco de Espírito Santo Neto. Boa Nova Editora, 2003)


domingo, 9 de março de 2008

O Instrumento


Onde estiveres, agradece ao Senhor o instrumento da purificação.
Ninguém vive sem ele.
Aqui é o esposo de trato difícil. Além é a companheira de presença desagradável.
Acolá é o filho rebelde.
Mais além, é a filha inconseqüente.
Hoje é o amigo que se confiou à incompreensão.
Amanhã será o chefe áspero.
Depois será o subalterno distraído.
Agora é o companheiro que desertou.
Mais tarde, será o adversário compelindo-te a aflição.
Silencia, aproveita e segue adiante.
A pedra recebe do martelo que a estilhaça a dignidade com que se faz útil à construção.
O metal deve a pureza que lhe é própria ao cadinho esfogueante que o martiriza.
Não olvides que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para recolher a lição do progresso.
Cada caminho cede lugar a outro caminho.
Cada experiência conduz à experiência maior
Toda luta é pão espiritual e toda dor é impulso à sublime ascensão.
Aprendamos, pois, a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que, entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da glória eterna.

Scheilla
(Médium Francisco Cândido Xavier)

Importante

Não tens o que possuis,
Tens aquilo que dás.

Acima do que sabes,
Vale aquilo que és.

Sobre a própria palavra,
Olha as ações que crias.

Mais além do que podes,
Importa o que toleras.

De tudo quanto crês,
Vales mais o que fazes.

Em tudo em quanto sofras,
Guarda a fé viva em Deus.
Emmanuel
(Do livro "Espera Servindo", Francisco Cândido Xavier. Edições GEEM)

Com Jesus

Seguindo com Jesus,
Nada temas. Trabalha.

Não te omitas. Ajuda.
Não te perturbes. Ama.

Não condenes. Ampara.
Não te ofendas. Esquece.

Não te queixes. Caminha.
Não depredes. Constrói.

Não critiques. Instrui.
Não pares. Serve sempre.

Se o mal te desafia.
Com Jesus, vencerás.
Emmanuel
(Do livro "Hora Certa", Francisco Cândido Xavier. Edições GEEM)

Cultura Espírita

Estejamos atentos à benção da caridade, por intermédio das migalhas de luz.
Desenvolve-se a plantação, semente a semente.
Ergue-se a casa tijolo a tijolo.
Constitui-se a mais bela sinfonia, nota a nota.
Agiganta-se o rio, gota a gota.
Levanta-se o mais alto poema, verso a verso.
Surge a história palavra a palavra.
Edifica-se a estrada mais longa, metro a metro.
Desdobra-se o tecido, fio a fio.
E o próprio século não pé mais que larga faixa de tempo, a estruturar-se, minuto a minuto.
Assim também é a obra da inteligência.
Doemos à expansão da luz as nossas melhores forças, conscientes de que o esclarecimento, quanto aos nossos princípios, se realizará, de coração a coração, através de página a página e de que a cultura espírita, capaz de operar a renovação do mundo, se fará de livro a livro.
Emmanuel
(Do livro "Caminho Espírita", Francisco Cândido Xavier. Editora IDE)

Serve e caminha

Não hesites. Inicia a jornada do serviço ao próximo, onde estiveres.
Faze algo. Desfaze-te de algum pertence a benefício de alguém com necessidades maiores do que as tuas.
Alivia os obstáculos em que algum enfermo encontre.
Age em favor de alguma criança sem proteção.
Estende, pelo menos, essa ou aquela migalha de apoio às mães desvalidas.
Afirma-nos o Evangelho que a fé sem obras é morta.
Sonha e mentaliza, mas serve e caminha.
Emmanuel
(Do livro "Linha 200", Francisco Cândido Xavier. Editora CEU)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Não se irrite...

Não se irrite. Sorria
Não critique. Auxilie
Não grite. Converse
Não acuse. Ampare
André Luiz
(Pisicografia: Francisco C. Xavier)

Jesus Contigo



Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.

Prepara a mesa, coloca água pura, abre o evangelho, distende a mensagem de fé, enlaça a família e ora; Jesus virá em visita.

Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bençãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.

Jesus no Lar é vida para o Lar.

Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, da tua casa cristã, a luz do evangelho para o mundo atormentado.

Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.

Se alguém, num edifício de apartamento, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.
Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas, as diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a ispiração consoladora do Cristo. Não demandes a rua, nessa noite, senão para inevitáveis obrigações que não possas adiar. Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede aí também se possa demorar.

E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa, uma vez por semana em sete noites, ter Jesus contigo.



Joanna de Ângelis
(Mensagem extraída do livro "Messe de Amor", psicografia de Divaldo pereira franco, LivrariaEspírita Alvorada Editora)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Regras de saúde

  • Guarde o coração em paz à frente de todas as situações e de todas as coisas. Todos os patrimônios da vida pertencem a Deus.
  • Apóie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual.
  • Cultive o hábito da oração. A prece é a luz na defesa do corpo e da alma.
  • Ocupe o seu tempo disponível com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento. A sugestão das trevas chega até nós pela hora vazia.
  • Estude sempre. A renovação das idéias favorece a evolução do espírito.
  • Evite a cólera. Enraivecer-se é animalizar-se, caindo nas sombras de baixo nível.
  • Fuja a maledicência. o lodo agitado atinge a quem o revolve.
  • sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro. O ar puro é precioso alimento e o banho revigora as energias.
  • Coma pouco. A criatura sensata come para viver, enquanto a criatura imprudente vive para comer.
  • Use a paciência e o perdão infatigavelmente. Todos nós temos sido caridosamente tolerados pela Bondade Divina, milhões de vezes, e conservar o coração no vinagre da intolerância é provar a própria queda na morte inútil.

André Luiz

(Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Bem e mal sofrer


Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecêla, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma.
Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa.
Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e,
quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que
têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de
Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá
o repouso.




Lacordaire. (Havre, 1863.)

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap V)

Fala em Paz

Justo Lembrar: a voz humana está carregada de vibrações.
Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos.
Uma exclamação tonitroante equivale a uma pedrada mental.
Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto, faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.
Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.
Discussão sem proveito é desperdício de forças.
Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas; aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.
Se te sentes a beira da irritação, estás doente e o doente exige remédio.
Barulho verbal apenas complica.
Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.

Emmanuel.
(Psicografia Francisco Cândido Xavier)

domingo, 10 de fevereiro de 2008